Banco Público de Cordão Umbilical - Mário Sousa

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Banco Público de Cordão Umbilical - Mário Sousa

Mensagem  Tiago em Sab Mar 15, 2008 5:10 am

Mário de Sousa diz que governo deve recuar na proibição do banco público de cordão umbilical
:: 2008-03-12

Mário Sousa em campanha pelo banco público de cordão umbilical
O cientista Mário de Sousa defendeu hoje, no Porto, que o governo devia “voltar atrás” na decisão tomada em 2005 pelo ministro da Saúde e autorizar a criação de um banco público de cordão umbilical.

“Esta é uma boa altura para o governo voltar atrás, já que saiu do governo o ministro (Correia de Campos) que recusou a proposta que lhe apresentámos”, afirmou Mário de Sousa, em declarações à Lusa. O cientista recordou ter apresentado ao Ministério da Saúde, em 2005, uma proposta “que colocava o mecenato a pagar integralmente” o banco público de cordão umbilical.



“Como o governo estava sempre a falar de dificuldades financeiras, encontrei uma solução em que os custos eram integralmente assumidos pelo mecenato”, salientou. O projecto acabou, no entanto, por ser rejeitado pelo governo, alegadamente porque Correia de Campos “achou que era uma proposta boa de mais para ser verdade”.

Segundo Mário de Sousa, a abertura de um banco público de cordão umbilical permitiria que “80 por cento das pessoas com leucemia pudessem fazer um transplante”, já que actualmente as doações de medula apenas cobrem 20 por cento das necessidades.

Da mesma forma, o cientista defendeu que deveria ser autorizada a abertura do banco de esperma e ovócitos, tal como propôs em 2006, salientando que ele “evitaria que 1.200 casais tenham de se deslocar todos os anos a Espanha”.

Mário de Sousa falou no final de um debate sobre aplicações clínicas das terapias com células estaminais, que encerrou o II Ciclo de Seminários sobre Biopatologia da Universidade Fernando Pessoa (UFP). Na intervenção que proferiu na Faculdade de Ciências da Saúde da UFP, o cientista falou das células que actualmente se encontram disponíveis, explicou como podem ser isoladas as células embrionárias, fetais e adultas e salientou as potencialidades de cada uma em termos de aplicações clínicas.

“As embrionárias estão na estaca zero. A aplicação clínica foi um fracasso, houve mortes, e serão necessários muitos anos de investigação para garantir que são biologicamente seguras”, afirmou. Pelo contrário, as células fetais, da placenta, estão a ser utilizadas em transplantes da córnea e da pele, enquanto as células do cordão umbilical têm registado “muito sucesso” no tratamento de doenças como a leucemia ou a anemia.

As células estaminais adultas estão a ser aplicadas, entre outras áreas, na reconstrução de ossos, através de moldes desenhados por engenheiros que são depois cobertos com estas células. “Os resultados são cada vez mais espectaculares”, frisou Mário de Sousa.

Tiago
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